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Obesidade: cintura larga pode dar multa no Japão

O Japão não é um país conhecido pelo excesso de peso de seus cidadãos, mas mesmo assim empreendeu uma das mais ambiciosas campanhas nacionais já tentadas para criar uma população mais esbelta. Para atingir seu objetivo de reduzir em 10% nos próximos quatro anos e em 25% nos próximos sete anos a população com excesso de peso, o governo imporá penalidades financeiras às empresas e governos que não consigam cumprir metas específicas.

Meu primo japonês, o Nô Móre Wíri-san, acaba de enviar um torpedo com algumas considerações sobre a notícia acima: céus, estou todo endividado*

 

*traduzido do japonês



 Escrito por No More Willy às 11h08
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To voltando...

Oi, gente.

Estou voltando. Mais gordo do que nunca, mas com algumas arestas aparadas. Até sexta-feira eu estou aí!



 Escrito por No More Willy às 10h52
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Tudo muito estranho...

Tudo muito estranho..

Tudo muito esquisito...

Corpo, mente e espírito precisam ser realinhados.

Apesar da baboseira zen, é a mais pura verdade. volto logo, e aviso.



 Escrito por No More Willy às 03h44
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Pequenos acertos, grandes resultados

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 122.200kg

 

Meta: 93kg

 

Olá, meus fãs. Humor renovado esta semana. Infelizmente, permaneço com as agitações que fazem a minha pressão arterial oscilar e uma falta de ar que não me larga, o que me impediu de nadar. Eu já tentei forçar a barra e nadar nessas condições anteriormente, mas digamos que quase fui para o céu das orcas no grande mar de krill celestial. Então, vamos respeitar os meus muitos quilos e saúde de um fumante de 95 anos.

Mas falemos de coisas boas: MENOS 2.6KG!!!!!!!!!!! Nem eu acreditei quando vi que, só comendo corretamente, eu consegui emagrecer isso tudo! Sem exercícios. Ai, ai, imaginem se tivesse conseguido arrebentar na piscina?

Interessante foi ver que fiz alguns pequenos ajustes e tudo deu certo. Voltei a tomar café da manhã, fazer o lanche da tarde; no almoço e no jantar, divido o prato em duas partes: uma eu encho de salada, legumes e tudo mais, com um pouco de azeite. Do outro, arroz, feijão e uma carne. Olha que eu comi farofa duas vezes esta semana! (minha alma luso-cearense adorrrra).

Claro que tive um help dos meus dois amigos esquecidos há um tempo: o chá verde e a quitosana. Pra quem não sabe, o chá verde é um chá (dãaaaaaaaa) com uma série de propriedades digestivas legais, elimina radical livre e ajuda na diurese (tudo o que uma pessoa com retenção de líquidos precisa). Trago a minha "mamadeira" pro trabalho e tomo durante a tarde, o que ajuda na ingestão da minha cota diária de líquidos. A quitosana foi receitada por um endocrinologista. É uma fibra da casca de crustáceos que, quando tomada com água antes das refeições, incha e adere às gorduras da alimentação, que não são totalmente absorvidas e passam do estômago para o celite bocão, sem parar nos pneus, asas, culotes e outros. A invenção do milênio.

Esta semana eu vou a São Paulo e já to rezando pra Nossa Senhora da Sagrada Bulimia (piada cruel, admito), para que me ajude a dizer não para as pizza, os pastel dos mano, os chopis e o tal cachorro quente com purê de batata. Rezem para que willy possa mergulhar nas doces águas cloradas do clube na segunda e, acredito, terei pago minhas dívidas calóricas com este blog na próxima sexta.

Beijos a todos!



 Escrito por No More Willy às 11h50
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Quem planta, colhe.

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 124.800kg

 

Meta: 93kg

 

 

Sabe quando você se pesa e depois não tem vontade de ver ninguém? Parece que o espelho dobrou o seu tamanho e você agora é um monstro deformado que precisa se esconder da sociedade? Pois é, é assim que estou me sentindo hoje. Três semanas de um surto ridículo de "to putinho, to estressado, vou largar de mão" e o resultado é a perda de um trabalho de formiguinha que eu vinha fazendo. Como dá pra ver, o caminho de volta é fácil, rápido e perigoso. Estou irritado comigo, chateado, com vergonha; gostaria de poder entrar em um Spa e só sair de lá em três semanas, com menos oito quilos, pra não me sentir um perigo estético à comunidade.

Infelizmente, é triste constatar que ainda estou naquele ritmo de emagrecer pra poder comer. É se pesar pra poder se premiar com um doce, receber a gratificação de um "day free". É ridículo, mas como tem funcionado assim pra mim. E eu sei que é errado a longo prazo ( e a curto tb, como deu pra notar), mas parece que não quero encarar o peso da mudança de comportamento, mas apenas fazer algumas adaptações.

Então, é preciso sangrar, cortar a carne pra ver o que existe lá dentro. E fazer sacrifícios. Sim, o nome é exatamente esse. Então, mesmo que não seja a solução racional indicada, o jeito é ser espartano: se é pra pecar pelo excesso, que seja pelo excesso de disciplina. A indolência me levou aos quase 130 kg e pressão alta com 30 anos.

Estou realmente chateado comigo, puto por ter sido vencido por um processo cruel de auto-boicote, e sem grana pra terapia. Esta semana eu vou me isolar um pouco: nada de almoços sociais, eventos com amigos. Nada de almoço em casa de parentes: somos eu e eu, eu e minha comida, eu e a natação que larguei, pois fiz a merda completa. É retormar um esforço que supera o cansaço. Volto em uma semana.



 Escrito por No More Willy às 14h09
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Back to black

Olá, crianças.

Depois de duas semanas de surto, apesar de tudo permanecer inalterado, volto a escrever e tentar dar um jeito no corpinho rotundo. Não, eu não desisti. No sábado eu volto com um post completo.

Beijos a todos (as) (its) (whatever)!



 Escrito por No More Willy às 11h15
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Puto até a medula

Pressão alta nao me deixou nadar, não dormi direito por conta de monografia, juntei refeição, não tomei café da manhã, tô com uma falta de ar que nao me larga ha uma semana e meia e soube que há enormes riscos de ficar desempregado. Pro inferno com tudo. Semana que vem eu volto melhor.

 Escrito por No More Willy às 14h25
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De grão em grão as gorduras se vão

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 119.700kg

 

Meta: 93kg

 

Olá, queridos.

Esta semana será mais curta (de sábado à manhã de quinta-feira), pois amanhã terei outra jornada afetivo-furunfística com minha amada e venerada Vivien Du France, em São Paulo. Ok, eu sei que lá é o paraíso das tentações e tal, mas não quero falar disso. Estou assaz animado, pois apesar de um aniversário de crianças no sábado - em que as coxinhas me mandavam beijos, um quibe passivo dançou o créu na minha frente e um bolo com recheio de nozes fez, literalmente, sexo oral comigo - e o almoço em casa de vó no domingo, foram 900g (caso eu esteja contando certo. Sou muito ruim de cálculo). Aliás, foi legal, pois eu fiz um esforço mediano, nada de muito sacrificante. Poderia dizer que comi até o que quis, mas dentro de alguns limites. Mais uma vez eu gostaria de agradecer à natação pela graça obtida.

Por sinal, esta semana não estava com a menor vontade de nadar, mas diante do compromisso "etiopificante" deste blog, forcei-me. Ah, sei lá, tava cansado, e nadar de manhã é sempre uma merda. Odeio sol, pois sou muito branco. Preciso gasta meio pote de filtro solar, pra não deixar qualquer dobrinha de fora; a piscina é aquecida, o que é ótimo à noite, mas não com um sol de 39 graus tostando o seu lombo. Na água morna, você relaxa, acaba não rendendo tanto. Parecia que eu era o paio de um enorme sopão cósmico, minha gente.

Mas o que importa são os quilos perdidos e que eu SAÍ DA CASA DOS 120 ÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.

Por-por-por-hoje é só, pe-pessoal.

 



 Escrito por No More Willy às 11h39
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Experimentando...e fracassando

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 120.600kg

 

Meta: 93kg

 

Olá, crianças.

Bem, se eu já tivesse emagrecido uns 20kg, esses poucos gramas perdidos seriam uma comemoração, mas não é o caso. O que rolou foi que tentei brincar de não contar pontos, calorias, palitinhos ou sei lá o quê esta semana, fazer a linha "sou normal e não vou medir o que como". O resultado (pífio) está aí. Acabei tendo episódios sérios de compulsão assim que senti a "coleira" afrouxar. Do tipo que come um croissant e, como por onde passa um boi também passa uma boiada, fiz um X-tudo de geladeira e comi. Aliás, nem senti o que estava entrando no meu estômago. Exemplos: passar doce de leite no pão, comer copo cheio de batata palha, jogar leite condensado sobre o biscoito picado e comer. E tudo no mesmo dia, em poucas horas. É o famoso e perigoso pensamento que diz: "ferrado? ferrado e meio". Não é verdade, não pensem assim, é uma idéia danosa e que boicota qualquer resultado. Pense no nosso digníssimo presidente: já que perdi um dedo vou cortar a mão inteira?????

Infelizmente, e tive uma lição esta semana, ainda estou na fase de adestramento e não posso me dar ao luxo de não anotar tudo o que como, até pra fazer merda de forma controlada, consciente. O que me salvou foi a persistência na atividade física: nadei cinco vezes na semana, média de dois mil metros por dia, de terça até hoje pela manhã. Não fosse isso, teria engordado. E se tivesse comido decentemente, garanto que estaria com - no mínimo - uns dois quilos a menos, dada a carga boa de atividade física.

Bom, bola pra frente. O importante é que gordura saiu, minha resposta cardiovascular melhorou, estou mais disposto e tem mais uma semana por aí. Hoje vou precisar enfrentar uma festa de criança, a da segunda criança mais linda do mundo! Valei-me, minha Nossa Senhora do Diet Shake!

Ah, um observação. Caso algum irmão, parente, amigo (da onça), filho (da puta), namorado ou namorada entre na sua casa com um pote de doce de leite Itambé, não tenha dúvida: trabalhe a cara do (a) safado (a) no pé-de-cabra, pra ele entender a dor de olhar aquele pote cor-de-pecado-da-gula e precisar resistir.



 Escrito por No More Willy às 13h11
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Fora da natação não há salvação

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 121kg

 

Meta: 93kg

 

Ufa. Superei São Paulo. Eu não recomendo, meninos, não façam isto em casa, mas precisei dar um aperto esta semana para não me pesar hoje e sair frustrado da balança. E, infelizmente, a gente sabe aonde o caminho da frustração nos leva: ao sonho de valsa, ao diamante negro e por aí vai. Calma, calma, comi normalmente, não fiz jejuns ou coisa do gênero, só dei uma enxugada nas refeições e, eventualmente, tomei um desses shakes de fibras no lugar das refeições.

Mas esse tipo de abordagem só funciona por curtos períodos, quando vc exagerou ou sabe que está perto de um evento impossível de fugir e sabe que vai dar uma patinada na jaca com os dois pés, pra aproveitar e cair logo de costas. Então, que fique claro: o que eu fiz esta semana NÃO foi reeducação alimentar, só dieta.

Contudo, uma coisa boa aconteceu. Voltei a nadar. E foi a melhor coisa que me aconteceu. Sim, foi difícil vencer a barreira de "vou ser o gordo de sunguinha no meio daquele monte de gente", mas, vencida esta barreira, coloquei na cabeça que eu pago mensalidade, que preciso, então os outros que se F*. Além do mais, grande parte do que a gente chama de "o olhar dos outros" é o nosso próprio. Encarar isso diminui a vergonha.

Enfim, foi muito bom. Aliás, emagrecer sem atividade física é muito mais difícil e menos saudável. Eu detesto exercício, odeio academia. Meus joelhos doem na esteira, odeio suar e tudo mais. Então, precisei encontrar (ou reencontrar) uma atividade que fosse minimamente agradável, e foi. Aliás, para quem está muito acima do peso, os esportes aquáticos são os melhores: aeróbicos, te ensinam a respirar direito, queimam calorias, não têm impacto e você não tem a sensação de que virou um pudim de meleca, todo melado, quando sai da piscina. Um hidratante depois do banho resolve o seu problema (porque você já é gordo e não precisa ter uma lixa no lugar de pele).

Há quem diga que consegue sem fazer exercício. Pode ser, mas qual é a qualidade? Odeio fazer esse discurso pró-vida saudável, mas coloquemos a mão na consciência: exercício físico libera endorfina, alivia o stress, faz todo o seu sistema circulatório funcionar melhor, fortacele músculos e ainda apresenta ganhos subjetivos, pois você tem a sensação de que está fazendo algo por sim mesmo, uma coisa boa pra você e por você. Mesmo que você não emagreça ou até engorde um pouco naquela semana, o exercício sempre adiciona algumas gotas de saúde no processo. Aliás, melhor um gordinho fitness do que um magro sedentário e fumante. Então, para quem torce o nariz pra academia, chora só de ver um supino, tem vontade de arrancar as vísceras da tati, pati, luli e cacau, as meninas da academia BodyCorpo, procure uma atividade que seja minimamente lúdica aos seus olhos. Que seja uma caminhada, yoga, natação, mas faça. E mesmo que tem algumas complicações da obesidade (no meu caso, pressão alta), com apoio médico especializado, pode e deve praticar. Só ajuda.

Bem, depois desta cataquese Thiago Pereira, me despeço. Até a próxima semana.



 Escrito por No More Willy às 10h08
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Desgraça paulistana!!!!

Quem me conhece sabe que, por motivos sexuais, afetivos, furunfais, devassos e libertinos, quinzenalmente eu embarco para a terra da garoa a fim de perpetrar o coito com minha amada Edmara Cramunelly. O problema é que o ritmo de vida de Edmarinha é diferente do meu, visto que ela associa alface, rúcula e associados com algum primitivo e cruel deus babilônico. Comida que não passou por um processo industrial ela recusa! Além disso, a gente não cozinha em casa e acaba almoçando nos spolettos e mcdonald´s da vida, até porque o tempo é curto. Ou seja, apesar de ser sempre ótimo, como a proposta da vida do obeso que vos fala é "desobesificante", algo me diz que terei uma semana xiita...nem vou me pesar pra não chorar. Na sexta a gente se fala de novo.

 Escrito por No More Willy às 14h52
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As ilusões da primeira semana...

Início: 124.300kg

 

Peso atual: 122.600kg

 

Meta: 93kg

 

 

Acabou que eu não fiz o que planejava. Minha intenção era começar no sábado e fechar a semana na sexta, para avaliar exatamente o quanto eu poderia eliminar se seguisse à risca um controle alimentar no período. Mas o sábado veio e uma amiga me chamou pra comer fora. Domingo, fui almoçar fora com minha mãe, na terça houve não sei o que...ou seja, sempre existem “motivos” que nos fazem rapidamente encontrar o caminho mais comum, o do excesso. Mesmo assim, aconteceu uma perda razoável. Digo isso pois já passei por muitas outras primeiras semanas antes e elas são as mais ilusórias. É quando o seu corpo está tão acostumado a um ritmo “micaéu xumaquer” de alimentação que qualquer redução o faz jogar gordura pela janela que, no nosso caso, fica ali perto do.....deixa pra lá, este é um blog de família. Além disso, a gente perde muita água que estava ali, represada. Por sinal, boa parte do nosso excesso de peso é, inicialmente, água. É como se você fosse uma Itaipu, se me permitem a comparação, pois está tudo represado. (Ta represado/ ta tudo represado).

Então, quando eu falo em ilusões da primeira semana quero dizer que as seguintes não serão tão condescendentes com os excessos que vierem a acontecer. Quanto mais o seu corpo se acostuma com a redução, quanto menos a perder, mais difícil. Até porque isso sempre gera muita frustração. Quem já emagreceu quase quatro quilos sem esforço em uma semana, como eu, sempre quer reproduzir o feito, mas não é assim que funciona. A partir de agora o corpo passa a ser mais seletivo na hora de eliminar suas reservas de energia. Então, a primeira semana não é a mais difícil, como todo mundo diz. A gente está empolgado (a despeito da raiva que ando nutrindo por qualquer coisa verde) e a perda em grande quantidade nos dá a ilusão de que tudo vai acabar rápido. Não vai. É aí que entram os momentos de persistência, a disciplina e os truques diários para tornar o processo todo menos sacrificante. Não se iludam: sem prazer, você não emagrece. É preciso mudar os hábitos, sim, claro, mas também não dá pra negar que nós somos obesos por muitas razões: compulsão, hábitos errados, carga genética etc, mas também que porque adoramos comer. É uma fonte de prazer, isso é inegável. E – acreditem – há muitas formas de levar o prazer de comer para o dia-a-dia de uma dieta (ta bom, ta bom, Magra de Novo, é reeducação alimentar rs).

Como fruto da experiência desta semana eu aconselho algo que ninguém aconselha: fujam das tentações, pelo menos no início do processo. Ninguém precisa se enfiar em uma caverna de alface para emagrecer, mas inicialmente é muito complicado você olhar para aquela picanha e dizer: obrigado, prefiro aipo. Sim, se você ainda estiver se sentindo muito frágil para enfrentar as tentações do cotidiano, não entre no McDonald´s , recuse convites para pizzarias e almoços em shoppings, prefira comer em casa e tenha controle sobre o que ingere. Ninguém carrega um alcoólatra que acabou de entrar no AA para “bebemorar” a iniciativa, não é? Bem, eu vou fazer isso. Enquanto não me sentir forte para conviver socialmente com aquela sedutora batata frita (eu a vi dançando pra mim na terça-feira, eu juro), afasta de mim este cálice, pai.

Obs – a natação é minha pastora e nada me faltará. Depois eu falo sobre como o exercício físico me ajudou.

 

 



 Escrito por No More Willy às 10h16
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Só eu pra começar tudo em um sábado...

Início: 124.300kg

Peso atual: 124.300kg

Meta: 93kg

...mas, pensando bem, não tem dia certo, hora certa, tem peso errado. Acabo de vir da balança...124.300kg. Uma meta? Olha, não sei bem com que peso quero ficar, pois já emagreci antes e sei que aquele peso de tabela não funciona pra mim. Eu tenho 1.81m, mas se tentar chegar à marca dos 80kg, 75kg, vocês podem me inscrever para o concurso Miss Moçambique 2009, pois eu ganho na certa. Já me senti muito bem com 93kg e, inicialmente, é este o meu objetivo. Mas pode ser que me sinta confortável com alguns quilos a mais. Fato é que se eu conseguir chegar a um patamar de saúde legal e fazer as pazes com o espelho, não me importa muito o meu peso. Como meta temporária, daquelas que servem para você não olhar o todo, mas as partes, vou trabalhar com a seguinte: eliminar da minha vida (e para sempre) 10kg até o final de abril, meu aniversário. Metas arrojadas demais só servem pra gerar frustração e são obtidas com um sacrifício insustentável a longo prazo. Lembrem-se que emagrecer é um projeto de vida, uma meta pra vida toda, não pra "entrar naquela calça" ou "ficar melhor naquele vestido". Essas metas de curto prazo servem apenas pra dar pequenas doses de motivação e ajudam a persistir. Neste caso, é preferível conseguir alcançar o topo de quatro colinas do que escalar os Andes à unha. Ai, soou contraditório? Tudo bem! Eu me perdôo por isso hehehe. Quem diz que vai perder 40kg em seis semanas não precisa emagrecer, mas vestir aquela camisa de força super confortável e bater um papo com o Dr. Eiras. É isso...let´s begin!



 Escrito por No More Willy às 13h33
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O lixão nosso de cada dia...

Algum de vocês já se sentiu “sujo” por dentro depois de comer muito mal por vários dias, caprichando na gordura, nos doces e enlatados e deixando as fibras e carboidratos legais pra depois? Não sei quanto a vocês, mas eu já me senti algumas vezes assim. E, curiosamente, quando isso acontece eu costumo ficar gripado com mais facilidade, as rinites, bronquites e todas as “ites” atacam do nada, a pele dá alguns sinais de que a coisa não está lá como deveria. Pode ser coincidência (até porque não tenho a menor base científica pra falar sobre o assunto), mas o corpo parece sinalizar que está saturado e exige outro tipo de comportamento. Se a máxima “somos o que comemos” for verdadeira, bem, no carnaval eu virei um misto de pizza, lasanha, coca-cola e brigadeiro.

Aliás, o respeito ao nosso templo maior, o corpo em que vivemos, fala muito sobre auto-estima, amor próprio, senso de valor. Afinal, quem transforma o corpo em uma lixeira não deve ter lá muita consideração com a própria vida, não? Não falo do prazer de dar uma exagerada de vez em quando, daquelas que nos faz ter vontade de sair correndo pelados e cantando Belchior no meio da Presidente Vargas*, mas de um constante bombardeio que deixa nossos órgãos em sobrecarga. Rins, fígado e coração ficam numa atividade constante, além do necessário, pra tentar dar conta do nosso excesso e todos sabemos o preço a pagar. A conta dos abuso sempre chega, mais cedo ou mais tarde. Por sinal, comer compulsivamente tem muito pouco a ver com prazer...a gente nem sente o sabor da comida, só quer comer até quase vomitar. Não é uma imagem bonita, admito, mas é bem verdadeira. O limite passa a não ser a satisfação, mas o quanto o seu estômago pode comportar. Assim, você come o mais rapidamente que puder, sem mastigar, numa ânsia desesperada para satisfazer...satisfazer o quê? Qual o tamanho deste vazio de épicas proporções? O que faz tanta falta? O que deveria estar ali e não está? Pense, reflita: o que você quer preencher com comida, mas não é fome?

 

* Caso alguém me veja correndo pelado e cantando Belchior, por favor, me espanque até a morte. Nem tanto pelo correr pelado, mas daí a cantar Belchior....



 Escrito por No More Willy às 01h12
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Por que resolvi escrever este blog?

Um dia você acorda e resolve se pesar. Sabe de todos os seus maus hábitos, conhece suas compulsões e suas desculpas, identifica alguns motivos conscientes e já tentou levantar os inconscientes; percebe no reflexo no espelho ou nas roupas que teimam em ficar cada vez mais justas que está tudo errado; nem olha mais para aquele exame de sangue que você fez nos anos 90, pois o medo de constatar que você possa estar realmente doente é grande. Melhor deixar pra lá....mas a qualidade do seu sono diminuiu, o tempo está passando, os joelhos reclamam, a coluna cobra o seu preço..mas você tenta deixar pra lá.

Mesmo assim, um dia te dá um estalo e você resolve se pesar: desastre total. Você nunca havia chegado a esta marca. Olhar para o visor e constatar o que já sabia é algo extremamente doloroso. Aí você pega fotos antigas pra ver a evolução (ou involução) do seu estado e se assusta. Ao menos eu me assustei. E foi triste fazer um exame de consciência e perceber tudo aquilo de que eu abri mão pra não abrir mão do meu maior vício. Pagar um preço alto para não abrir mão de um hábito. Uns dirão: "nossa, mas é só comida". Não, não é apenas isso, é muito mais. É fuga, é tristeza, foi a companheira nos momentos de tristeza, única fonte de prazer em momentos nada interessantes, motivo de festa e de consternação, razão de brigas homéricas dentro de casa, recompensa ou punição. É aquela dose de serotonina que falta e que pode nos jogar pra qualquer coisa: cigarro, jogo, outras drogas, álcool...no caso de muita gente, foi a comida. E vem o clássico "mas você precisa ter força de vontade". Força de vontade. O que é isso? Uma forma de graça divina? Uma entidade abstrata? Como ter força diante do desejo..e um desejo fácil, que você pode comprar em qualquer loja, cultuado nos almoços de domingo, nos encontros com os amigos...mas, bem, mesmo assim, é preciso ter a tal "força de vontade", que definiram para mim de maneira bem interessante: força de vontade nada mais é do que uma sucessão de pequenos momentos de persistência. Assim fica mais fácil, menos etéreo e mais próximo de um universo tangível e executável.

E vamos responder à pergunta-título: por que escrever este blog? Achei uma boa idéia, inspirada no exemplo de uma outra amiga que já passou da metade do caminho em uma longa estrada rumo a uma qualidade de vida melhor. Escrever, para mim, é tornar real. Significa uma tentativa de arrancar todas as desculpas e afirmar algo, negativo ou positivo. No momento, representa afirmar o óbvio ululante:eu PRECISO emagrecer. Não é mais estética, o status de "gordinho" já passou há muito tempo. Comprometer-me a escrever toda a semana e tornar público o meu sucesso ou fracasso semanal é prestar contas a mim mesmo, mas na forma de uma exposição a terceiros. Que a disciplina venha através do medo da vergonha..é um primeiro passo.

Àqueles que acompanharem esta narrativa, podem ficar tranquilos: não pretendo dar o mesmo peso, via de regra, a todos os textos. O humor, até o escárnio podem aparecer, e o farão com frequência (até em função do título deste blog). Só não poderia perder a chance de ser honesto comigo a respeito de um assunto tão delicado. Comigo e com vocês.

"Você está se expondo muito". Talvez. Mas qual é a representação da gordura em um corpo? Na tentativa de nos proteger do mundo externo, deformamos nossa própria imagem e criamos um "monstro culpado" por todas as nossas infelicidades. Quantos não atribuem tudo, do insucesso profissional à má sorte ao peso? Parece ridículo. É ridículo, mas é a verdade. E só quem é ou já foi obeso sabe disso. Não falo de cinco ou seis quilos a mais, falo de obesidade, da doença, daquilo que nos acompanha desde a infância e molda nossa carne e modo de vida. O mundo está repleto de "gordos risonhos". No entanto, tente ver se os risos se traduzem em felicidade. Atravesse aquele "humor adiposo e auto-destrutivo" e perceba uma aura de "eu gostaria de ser diferente" bem no fundo dos olhos.

Contra nós, temos a genética, o hábito, a preguiça, o medo de mudar, o "não querer" pagar o preço, o cansaço ao olhar para o caminho a ser trilhado e ver como ele é longo, as tentações ao redor, as questões sociais e sua relação com esta cerimônia chamada "comer". Mas existe algo muito forte que podemos usar a nosso favor. Talvez algo mais forte do que a moda, a pressão pelo corpo perfeito ou qualquer outro motivo: nosso desejo de sobreviver. No final das contas, é nele que precisamos nos apegar. E não falo pura e simplesmente da sobrevivência física, mas da sobrevivência da nossa qualidade vida, das relações consigo mesmo, entre outras.

Bem, vamos deixar as reflexões de lado e partir para a ação. Ok, teorizar sobre os motivos é uma coisa super interessante, mas o seu colesterol não desce se você pensar até os seus neurônios começarem uma operação-padrão. Então, vem o carnaval aí, não vou me preocupar com isso. Na volta, eu e este blog, que agora é uma parte minha, entraremos em um ritmo que só Deus sabe no que vai dar. Como eu disse, mais leveza daqui pra frente, até na hora de escrever.

 



 Escrito por No More Willy às 01h57
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